Levitação
0,72m x 0,54m
A Escuta
Vejo formas onde formas não tem
Vou destoar um pouco à beleza de que comenta;
Noite Âmbar
Sem sustento
Redenção
O ar de limão pintado
Dicotomia
Metáfora
Voltar!
Olho
Eu salto
Decisão
Não ouça o conselho
Fragmentos
Apesar das cores,
Se tivesses só cinza teria a mesma expressão,
La llum i l'obscuritat es donen la mà.
Que cara é essa, João?
A deliciosa ligação entre a imagem e a palavra.
Suas cores são torrentes
Miríade
...tudo mareia num mar de águas nem sempre claras...
aqui, este mar parece transparente!
E enche, como um ventre prenhe de águas amnióticas...
certo é que a seu tempo vazará,
nos movimentos naturais, quiçá na força das marés!
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Era uma vez um coração que voava no céu, e porque tinha raízes em vez de asas, fugia e nunca caía nem se deixava agarrar pelos anjos de terra de formas informes, e alguém de verde, talvez a chorar, não o queria ver passar.
Subliminar
Cores...cores
A cara que o homem tem dentro da cara que o homem é.
-
Não há conforto na saudade
azul de pura essência rubra
tudo dói em violenta violeta
escura e densa sensação nos meus sentidos.
Só meu verde olhar está presente
a tua imagem agarrada na retina.
Eu vejo você e estou a salvo. - Senhora Loirinha Má
Existe aqui algo para se ver?
É o algo escondido
Um desejo banido
O que poderá ser?
Vejo o que quero ver
Um luar espraiado
Um beijo iluminado
A tempestade a desaparecer
Um abstrato alvorecer
Um elo desencadeado
O sol parecendo cansado...
O que mais pode ser?
Seja lá o que possa ser
Não há o que se explicar
Afinal a mensagem tem meta
Não é reta nem plana
É uma arte sacana
A nos embasbacar
É o verbo moldado em imagem
Montagem de infinita mensagem
Subliminar...- Marcello 'Maddy Lee' L.
Noite de Neon
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Separados da água, parecem azuis e eternos,
Estou verde
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Noites de neon
Arion
Não consigo saber se está a largar a pele se está a formar pele;
São corais formando paredes
A Vigília

Eu te espero hoje e sempre
vigio teu súbito despertar amarelo
me sento calma e quieta
também eu encrustrada na pedra
me sinto férrea e serena
estou calada
imóvel estou à tua espera
comedida à espreita tensa alerta
feito aquele gato rosa
que você insiste em manter na paisagem.
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E ali jazia Prometeu
Vítima do fogo que deu
Eterna vigília
À espera
Da fera
Que todo dia
Lhe devoraria...
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Sons noites cores,
que tempo de chuva passadas, molha minhas certezas existenciais
Sol
e espero da semente a flor.
Digo, meus vários eus,
escondo vezes em suas rochas de gelatina;
quando quero prosear filosofia tem sempre um ‘em tua obra’
e quando quero namorar esqueço qualquer idéia,
procuro a ‘doida em suas obras’ e sempre acho,
nisso sempre me escapo.
Como é bom conhecer num súbito a verdade dos sons noites cores.
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O abismo,
a violência
Sabe lá...
quem eu sou
A dor e a imprudência
o jornal estampou
Parei na esquina e
observei o tráfego
sinal vermelho
e o serviçal do tráfico
me abordou numa onda maquiavélica
Ele tem o poder,
arma de assalto leve
Sou das quebradas
por favor, considere
Que merda é essa
que ninguém entende
Sarney Collor Calheiros
Bandoleiros
Filhos da Puta
Cadê meu dinheiro?
Escrachei no verbo
e na palavra
que tudo vá às favas
Estou no alto da cidade
la observando o correr dos ratos
Estou na vigília,
estou no encalço,
Corda, forca, cadafalso
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Senti a respiração que sai da outra boca.
Não pode tocar
Anseia Espera
Em uma longa vigília que parece não terminar.
São muros vivos que carregam e sustentam o desejo de querer um pouco mais poder ver.
Não importa o tamanho da luz no meio do breu, tua intensidade é maior.
Envergadura do Silêncio
Sabe-me bem o silêncio.
Depois do ato
Um sono assim feito
Nada além do que é dito
Cansado
Corpo
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Corpo de homem
Faminta




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